Almanach de lembranças Luso-Brasileiro para ...

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Imprensa de Lucas Evangelista, 1860
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Página 95 - ... igual dor, Temos a mesma saudade, Sentimos o mesmo amor. Em Portugal, o teu rosto De riso e luz é composto; Aqui, triste e sem clarão; Eu lá sinto-me contente; Aqui, lembrança pungente Faz-me negro o coração.
Página 227 - Mil arvores estão ao Céo subindo, Com pomos odoriferos e bellos: A larangeira tem no fructo lindo A cor que tinha Daphne nos cabellos ; Encosta-se no chão, que está cahindo A cidreira c'os pesos amarellos : Os formosos limões, alli cheirando, . Estão virgineas tetas imitando.
Página 251 - Do olmo, da aveleira, e do loureiro. Já com rumor profundo Não soa o Lis nos montes seus vizinhos; Antes no claro fundo Mostra os alvos seixinhos, E os peixes que nas veias Deixam, tremendo, a sombra nas areias. Já sem nuvens medonhas Se mostra o céu...
Página 251 - Dos floridos caminhos penduradas. Já abre a bela Aurora Com nova luz as portas do Oriente E mostra a linda flora O prado mais contente, Vestido de boninas Aljofradas de gotas cristalinas.
Página 291 - Vencei-nos, vencei-nos, vós ; Seja a patria triumphante, Que é o que importa a todos nós ; Tendes crença, fogo e vida, Tendes a alma despida Do lodo das vis paixões ; Levae ao mundo essa aurora, E sobre os brasões d'outrora Levantai novos brazões.
Página 139 - Não, não perdeste meu amor jurado: "Vês este peito? reina a morte aqui... "É já sem forças, ai de mim, gelado, "Mas inda pulsa com amor por ti. "Feliz que pude acompanhar-te ao fundo "Da sepultura, sucumbindo à dor: "Deixei a vida... que importava o mundo, "O mundo em trevas sem a luz do amor? "Saudosa ao longe vês no céu a lua?
Página 105 - Eio n'um quadro : As letras falsas d'um lado, As discussões do senado, As quebras, os trambolhões : Mascates roubando moças, E lá no fundo da tela Desenha a febre amarella, Vida e morte aos cachações. Oh ! canta ! o povo te applaude, E os...
Página 138 - Ai, quão pesada me tem sido a lousa "Sobre este peito que bateu por ti! "Ai, quão pesada me tem sido!" e em meio, A fronte exausta lhe pendeu na mão, E entre soluços arrancou do seio Fundo suspiro de cruel paixão. "Talvez que rindo dos protestos nossos, "Gozes com outro d'infernal prazer; "E o olvido cobrirá meus ossos "Na fria terra sem vingança ter! — "Oh nunca, nunca!
Página 94 - Como has-de agora entre os gelos Dardejar teus raios bellos, Fumo e nevoa aqui amar? Quem viu as margens do Lima, Do Mondego os salgueiraes, Quem andou por Tejo acima Por cima dos seus...
Página 94 - Lá onde viceja a rosa, Onde a leve mariposa Se espaneja á luz do sol ; Lá onde Deus concedera Que em noites de primavera Se escutasse o rouxinol. Tu vens, ó lua, tu deixas Talvez ha pouco o paiz Onde do bosque as madeixas Já...

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