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ALVARO DE BRITO PESTANA A EL REY D. FERNANDO.

“ E por isso não posso tratar delles Por nao aver tambem papel parelles."

P. 389.

Anymo angelical altas altezas avendo alto altos abatendo aalexandre aanybal. “Merece maximo mando manyfico mayoral maiores mandos mandando mauno modesto moral. Mostrase merecedor merece mais melhorias merecendo monarchyas merecente mandador

“De d's dom deliberado dominante dadivoso de d’s dino doutrinando dominando dereytoso. De desejo devinal desconparos defendendo diabruras deffazendo de dominius doutrinal.

Estos oyto trovas fez Alvaro de Brito Pes

tana a el Rey D. Fernando nas quaes me-
teo o seu nome, e lense de tantas manheyras
que se fazem sesenta e quatro.

“Forte fiel façanhoso
fazendo feytos famosos
florecente frutuoso
fundando fiis frutuosos
fama fe fortalezando
famosamente florece
fydalguyas favorece
francas franquezas firmando.
“Exalçado excelente
ensynados estimando
espritual evidente
eresyas evitando
Em Espana esmerado
espelho esclarecido
especial escolhydo
estremado em estado.
"Rey rreal rreglorioso
rreforçando rreceosos
rreal rrey rremuneroso
rrefreando rrevoltosos.
Rycos rregnos rrecobrando
rrycamente rresprandece
rredobrado rremerece
rrealissimo rreynando.
“Notem notoryamente
nestes notados notando
nooto nestas novamente
notem no noteficando
Notefiquễ no notado
necessaryo nacydo
nobrecente nobrecido
nobre nome nam negado.
“ Alto alto aumentado
alta autor avondoso
alto amante amado
alto auto anymoso.

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“ POLA morte de

mym e dalgũs vossos parentes vos outros que soes todos deveys fylhar doo Os tinheis

em mim poo e folguays com minha antre todos lançay sorte qual sera mays cedo

poo.

que

morte

DE LUIS D'AZEVEDO A MORTE DO IFANTE DOM PEDRO.

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“E do mal que me fyzestes entam sereys la lembrados e daquestes meus criados que matastes e prendestes. Empero todos perdestes em mym hùa nobredoa sobre todos fuy coroa segundo todos soubestes. “Nom foy outro no oriente tam perfeyto em saber ja em mym foy o poder descusar o mal presente. nunca usey em meu talente de fazer consa errada mas esta morte foy fadada pere mym e minha jente. “Eu cryey em gram alteza hum soo rrey e seu irmao sempre lhe bayjey a mao e rresguardey ssa rrealeza. Fuy en frol da jentileza e na minha mocydade usey sempre de verdade e amey muyto franqueza.

Quando eu ante vos era todos massy esguardaveys e assy me adoraveys como se vos eu fyzera. Aguora ja menhũ espera rreceber de mym merces antes me avorreçes como hũa besta fera. “Nam ha rreynos ē cristaõs que em todos nam andasse e que sempre nom achasse nos rreys deles doçes maos. fydalguos e cydadaos me serviam lealmente e agora cruelmente me matarað meus irmaos.

o meu sangre me deu fim e rrompeo meus estendartes. “Naturays de Portugal contra mym armas fylhastes certamente muyto errastes que vos nam merecey tal Roubastes meu arrayal toda minha artelharia grande inveja e perfya ordenon todo este mal. “ Mal vos lembrã as merces que vos fez el rrey meu padre. com a rraynha minha madre du melhores desçedes. Eu nam ssey que guanhares por minha destruiçam se o fezestes sem rrezam desto vos nam lavareys. “Muyto trabalho levou meu padre por vos criar, muyto mays por vos livrar e leyxar como leyxou Se vos ele acrecentou em mentres quele viveo nem per mym nam faleceo quanto meu tempo durou. “E vos fostes os culpados causadores de meu dano que ja passa de huñ ano que andays a consselhados. È com rrostros desvayrados me falaveys cada dia mas de vos nam me temya porque ereys meus criados. “ Natureza nam devera conssenturos tal crueza bem mostrara jemtileza alguũ que me vida dere. Mas no ano desta era tays pernetas ssam correntes que amyguos e parentes todos andam por derrera. " A morte tenho passada e o medo ja perdido. levo

“ Eu andey por muytas partes e por outras boas terras muyta paz e tā bē guerras vy tratar

per muytas artes. Mas aquesta dia martes foy infeles pera mym

gram sentido da infante lastimada.

pero

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ANTONIO DE MONTRO-LUYS FREYRE.

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e da rraynha muyto amada e meus filhos orfaõs leyxo deste todo me aqueyxo que da mortu nam do nada. “ Ora la vos temperay o melhor que ja poderdes pero sse ssyso tenerdes ssempre vos bem avysay. Cada dia esperay rreceber por v me distes a que ora de mym vistes quando vos vier tomay.

Cabo. “ Todos fostes muy ingratos e de pouco conhecer bem quisestes parecer os do tempo de pylatos."

Deos quer

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Extraordinary Impiety of the old Poems.

THERE is one by AntoNIO DE MONTRO in praise of Isabel, Queen of Castile. It is blotted out by the Inquisitor more successfully than usual; but the burden is still legible.

“ De vos el hijo de Dios

resubiera carne humana." There follows an answer by Alvaro de Brito. He says,

“polo qual vos onsaria
de dizer por esta vie
co que tenho de vos visto,
crerdes pouco em Jhesu Christo
menos em sancta Maria.

Do Macho rruco de Luys Freyre estando

para morrer.
Poys

que vego que
deste mundo me levar
quero bem encaminhar
a minha alma sse poder.
Em quanto eston em meu syso
a morte dando me guerra
mando alma ao parayso
de sy o corpo aa terra.
“ E mando loguo primeyro
em quanto vivo me sento
que deste meu testamento
seja meu testamenteyro
Meu irmão o de barrocas
que eu mays que todos amo
por sempre fugir a trocas
a servyr muy bemssen amo.
“ O qual me fara levar
con muy grão solenydade
ao rrossyo da trindade
hu me mando enterrar.
Poys me daly governey
gram parte de minha vyda
a carne que levarey
aly deve sser comyda.
“ E vaão cantando diante
a de braria e dafonsso
hum tal solene rresponsso
que todo mundo sse
A estes ambos ajude
o macho de gomes borges
o qual leve o ataude
a bytalha e os alforges.

Rogo aos cortesaâos
quanto lhe posso rroguar
que todos me vam onrrar
com seus

“ tentando como diabo a rraynha tam em vaõ.

espante.

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cirios nas mãos

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PEDRO I. — FERNA DA SILVEIRA.

To penssamiento bevya y sento yssym tristeza yo respondo gentileza es aquelha que me guaja.

Trovas de Fernā da Silveira coudel moor, a

seu sobrinho Garcya de Melo de Serpa, dādo lhe regra pera se saber vestyr e tratar o paço.

“ Ho desejosa folguança e fazem pausa meus males nom es em vano esperança se me vales.

“ Se me vales tornaraa todo meu mal em prazer a meus trabalhos daraa gualardam meu merecer. Mais poderaa confyança que todos meus tristes males morrera desesperança se me vales.”

“ Poys vos tacham de cortes sobrinho gentil cunhado sobralto alvo delgado nam ha mays em huã françes E qua

barba tenhaes pouca poys bem vestir vos alegra rregeuos por esta rregra que fundey vyndo darouca. “ A qual poys em sy he boa e geeralmente vem bem que fara ao que

tem bom corpo boa pessoa E poys tendes estas ambas tendes quanto aves mester se o vaao damor vos der per lugar que cubraas chãbas. “ Mas eu perdoado seja se falar hu me nam chamam poys que sam dos que vos amã que mays vosso bem deseja. Cunhado nam duvideys que isto trago porley e por isso me fundey descrever as que lereys.

From the MSS. Cancioneiro of P. Pedro

Ribeiro, Barbosa has extracted this poem by K. Pedro I. " Adò hallara holgança Mis amores : Adò mis graves temores Segurança: Pues mi suerte De una en otra cumbre llevantado Llegome a ver d'elado tu hermosura Despues la frente para frente a frente Vi en blando accidente amortecide: Passome el sentido tan adentro Que ha llegado al centro do amor vive: Mas como no recibe mi razon. Tu fiera condicion entre las manos Desechos mis deseos De un sobresaltado El alma has arrazada; Los montes echos llanos Dò toda mi esperança era fundada : Si esto das por vida, que por muerte Dar Senõra podea pecho tan fuerte.”

This is the earliest specimen of Moorish metre, and by the way in which the beginning is printed, I suspect neither the MS. collector nor Barbosa understood it.

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